O Monte Everest não é apenas a montanha mais alta do planeta. Ele é um gigante indomável, uma lenda congelada que desafia aventureiros há séculos. Enfrentar seus 8.848,86 metros de altura significa testar os limites do corpo e da mente em um ambiente onde o erro pode ser fatal.
Mas além de ser um dos maiores desafios do montanhismo, o Everest guarda segredos surpreendentes. De fósseis marinhos no topo a um verdadeiro cemitério de gelo, essa montanha tem muito mais histórias do que se pode imaginar.
1. Um Gigante em Constante Crescimento
Embora pareça imóvel, o Everest continua crescendo! Graças ao choque das placas tectônicas da Índia e da Eurásia, a montanha ganha cerca de 4 milímetros por ano. Pode parecer pouco, mas, ao longo dos séculos, isso faz toda a diferença.
Além disso, os terremotos podem alterar sua altura. Em 2015, um grande tremor no Nepal fez com que o Everest diminuísse alguns centímetros, mas medições mais recentes confirmaram que ele ainda está em ascensão.
2. O Everest Antes de Ser Everest
Antes de receber o nome que conhecemos hoje, essa montanha já era reverenciada há séculos. No Tibete, ela é chamada de Chomolungma, que significa “Deusa Mãe do Mundo”. No Nepal, seu nome é Sagarmatha, ou “Testa do Céu”.
Mas, em 1865, os britânicos decidiram homenagear Sir George Everest, um geógrafo que, ironicamente, nunca viu a montanha com os próprios olhos.
3. O Inferno Chamado ‘Zona da Morte’
A partir dos 8.000 metros de altitude, os alpinistas entram na chamada Zona da Morte, onde o oxigênio é tão escasso que o corpo começa a desligar.
- O cérebro sofre alucinações. Muitos alpinistas relatam ver sombras ou ouvir vozes no silêncio da montanha.
- Os músculos falham. Cada passo se torna uma batalha, e até segurar uma garrafa d’água pode parecer um esforço sobre-humano.
- O sangue engrossa. Com menos oxigênio, o coração precisa bombear mais forte, aumentando o risco de ataques cardíacos.
Mesmo com cilindros de oxigênio, a estadia na Zona da Morte precisa ser breve. O Everest não perdoa quem ousa desafiá-lo por muito tempo.
4. O Cemitério Gelado do Everest
A montanha guarda um dos cemitérios mais assustadores do mundo. Estima-se que mais de 300 corpos estejam congelados em suas encostas, preservados pelo frio extremo.
Muitos alpinistas que não conseguiram descer servem hoje como pontos de referência para quem sobe. Um dos casos mais conhecidos é o de Green Boots, um corpo que há décadas repousa na trilha para o cume, com suas botas verdes marcantes visíveis na neve.
A remoção desses corpos é quase impossível: além do alto custo, a operação pode colocar mais vidas em risco.
5. O Primeiro a Domar o Gigante
Por séculos, o Everest foi considerado impossível de ser escalado. Mas em 29 de maio de 1953, Sir Edmund Hillary e o sherpa Tenzing Norgay mudaram essa história ao serem os primeiros a alcançar o topo.
Desde então, milhares de alpinistas tentaram repetir o feito, mas nem todos voltaram para contar a história. Entre os recordes mais impressionantes:
- O mais jovem: Jordan Romero, com apenas 13 anos, chegou ao topo em 2010.
- O mais rápido: Em 2004, Pemba Dorje Sherpa completou a subida em incríveis 8 horas e 10 minutos.
6. O Everest Está Virando um Depósito de Lixo
Com o aumento do turismo, o Everest enfrenta um problema inesperado: lixo. O que antes era um santuário natural agora abriga toneladas de detritos, incluindo barracas abandonadas, garrafas de oxigênio vazias e até dejetos humanos.
Para conter o problema, algumas expedições exigem que cada alpinista traga de volta ao menos 8 kg de lixo, ajudando a preservar a montanha para as futuras gerações.
7. Sherpas: Os Verdadeiros Guardiões do Everest
Se há alguém que merece respeito na montanha, são os sherpas. Esses habitantes nativos do Himalaia possuem uma resistência impressionante ao ar rarefeito e desempenham um papel essencial na escalada do Everest.
Eles carregam cargas pesadíssimas, montam acampamentos e guiam os alpinistas, muitas vezes arriscando a própria vida para ajudar os aventureiros que buscam conquistar o topo.
Sem os sherpas, poucas pessoas conseguiriam chegar ao cume.
8. Curiosidades Surpreendentes do Everest
🔹 O Everest já esteve no fundo do oceano! No topo, é possível encontrar fósseis marinhos, uma prova de que, há milhões de anos, essa região era coberta por água.
🔹 As temperaturas no cume podem chegar a -60°C. Um frio capaz de congelar qualquer parte exposta da pele em segundos.
🔹 Os ventos atingem velocidades superiores a 320 km/h, mais fortes do que um furacão de categoria 5.
🔹 Acredite ou não, tem sinal de celular no topo do Everest! Alguns alpinistas já postaram selfies ao vivo do ponto mais alto do mundo.
O Everest é um Sonho ou um Pesadelo?
O Monte Everest representa o limite da resistência humana. Para alguns, ele é um desafio supremo, uma conquista de vida. Para outros, é um túmulo gelado, um lembrete brutal de que a natureza não pode ser subestimada.
E você? Arriscaria subir até o topo do mundo ou prefere admirar essa fera congelada de longe?
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